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Petiscos  |  Comunidade dos Gulosos!  |  D√ļvidas e Quest√Ķes Culin√°rias!  |  Tópico: Dicas √ļteis sobre sobremesas e alguns ingredientes
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Autor Tópico: Dicas √ļteis sobre sobremesas e alguns ingredientes  (Lida 13421 vezes)
DanSan
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« em: Agosto 26, 2011, 19:02:17 pm »

Adquiri o livro "O Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografias) e não podia deixar de partilhar com a comunidade petiscólica o que vem no livro, para além das receitas.
Considero que os conselhos e informa√ß√Ķes contidos neste livro s√£o de grande valor e contribuem sempre para o nosso conhecimento alimentar e gastron√≥mico Smiley
Os textos que escreverei neste t√≥pico s√£o retirados do livro, todos os cr√©ditos s√£o dados aos autores, e espero que gostem e achem estas informa√ß√Ķes preciosas para a nossa sa√ļde.

"Sobremesa [...] o culminar de uma refeição.
O termo em si pode gerar sentimentos desencontrados. h√° quem o relacione com um manjar delicioso e quem reprima os seus desejos devido a incompatibilidades alimentares, dietas ou... porque as sobremesas pertencem ao reino do "proibido". Por isso, no fim da refei√ß√£o, muitas pessoas optam por tomar apenas um caf√© ou uma infus√£o (sendo esta √ļltima mais recomend√°vel, em virtude das suas propriedades digestivas e relaxantes).
A m√° fama das sobremesas deve-se ao facto de a maioria resultar da combina√ß√£o de uma quantidade generosa de a√ß√ļcares, gorduras e farinhas brancas que aumentam consideravelmente o teor cal√≥rico da refei√ß√£o, quebrando o equil√≠brio da dieta e podendo resultar em consequ√™ncias indesejadas para o organismo. h√°, no entanto, uma via alternativa que permite, simultaneamente, n√£o nos privarmos de um sabor doce e cuidarmos do nosso corpo: seleccionar criteriosamente os ingredientes, as formas de cozinhar e os momentos para consumirmos essas iguarias.
[...]√Č importante saber quais s√£o os ingredientes mais aconselh√°veis e o que os distingue dos restantes. Tamb√©m √© necess√°rio aprender a identificar os momentos mais ou menos indicados para incluir uma sobremesa numa refei√ß√£o."

"Do ponto de vista nutricional, uma alimenta√ß√£o equilibrada deve incluir ingredientes variados, consumidos em quantidades moderadas e ser complementada pela pr√°tica regular de actividade f√≠sica. Em linha com a vis√£o naturista, acrescentaremos que o ideal √© consumir verduras e frutas frescas em abund√Ęncia, cereais integrais e legumes, frutos secos, prote√≠nas vegetais (em detrimento das prote√≠nas animais), √≥leos de sementes n√£o refinados, pouco a√ß√ļcar (de origem natural, n√£o refinado) e poucos produtos l√°cteos (preferindo, ao leite, os iogurtes, o k√©fir e alguns queijos). Com base nestes par√Ęmetros, e acrescentando mais um ou outro ingrediente, √© poss√≠vel confeccionar sobremesas saud√°veis que podem ser integradas no nosso plano diet√©tico.
Uma vez que, no conjunto da refeição, a sobremesa representa mais um prato, ou seja, mais uma contribuição calórica, é preciso considerá-la sobre este ponto de vbista. Assim, se para prato principal temos um generoso estufado, ao escolher a sobremesa não deveríamos optar por um bolo com creme, mas por algo leve, como uma gelatina natural ou fruta (fresca ou cozida). De igual forma, se para sobremesa nos apetecerem brownies de ameixas e nozes, talvez seja aconselhável escolher uma sopa e tofu grelhado para prato principal."

"As receitas de bolos, tortas e bolo ingl√™s podem reservar-se para os lanches ou para ocasi√Ķes especiais. Em qualquer dos casos, o aconselh√°vel √© seguir sempre a m√°xima de Paracelso que afirmava muito sabiamente, na Antiguidade, que "o perigo de uma subst√Ęncia depende apenas da sua quantidade". Assim, no caso de nos dar vontade de provar algumas das sobremesas preparadas por estas ocasi√Ķes, n√£o h√° propriamente raz√Ķes para nos reprimirmos... desde que saibamos usar de modera√ß√£o, claro est√°...
Outra quest√£o que n√£o pode ser descurada prende-se com o estado do nosso aparelho disgestivo. H√° situa√ß√Ķes de digest√£o lenta ou em que o est√īmago incha ap√≥s as refei√ß√Ķes, nas quais se deve colaborar com o processo digestivo e evitar sobrecargas desnecess√°rias ou combina√ß√Ķes de ingredientes desadequadas. Nestes casos, por vezes, at√© a fruta, por mais natural que seja, pode n√£o ser uma boa sobremesa, excep√ß√Ķes feitas √† p√™ra e √† ma√ß√£ (sobretudo cozidas), cujo car√°cter neutro congrega normalmente a aprova√ß√£o dos especialistas. N√£o obstante, o ideal, nestes casos, √© consumir as sobremesas num momento diferente do dia, fora das refei√ß√Ķes principais."
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L√ļciaC
Cozinheiro de Microondas
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« Responder #1 em: Agosto 27, 2011, 08:57:54 am »

Sao optimos conselhos para quem queira manter uma dieta equilibrada.

Obrigada, por partilhares. Wink
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DanSan
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« Responder #2 em: Agosto 27, 2011, 10:05:24 am »

De nada L√ļciaC. E continuarei a partilhar, n√£o acaba por a√≠  Cool
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carmelina
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« Responder #3 em: Agosto 27, 2011, 20:35:56 pm »


Obrigada por partilhar!!!
Tudo o que se relacione com alimentação equilibrada, eu gosto de aprender!
Penso que todos nós deveríamos ponderar muito bem acerca da alimentação nas nossas casas e ter especialmente atençao com os nossos filhos....
Digo isto, porque as minhas filhas nunca foram habituadas a ter sumos em casa. Além de ser uma despesa acrescida só as iriam prejudicar assim como outros produtos...
Tenho colegas que infelizmente elas próprias não passam sem sumo, e os filhos já têm que andar em nutricionistas...por má alimentação. Agora têm que reaprender a comer e claro sumos e pão tipo plástico foram simplesmente abolidos da sua alimentação. Ao princípio nem fruta podiam comer, agora já comem, mas é apenas uma maçã...
 Smiley
carmelina
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DanSan
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« Responder #4 em: Agosto 27, 2011, 23:40:17 pm »

Carmelina, é mesmo muito triste quando se chega a esse ponto e ainda são crianças! Eu já acho triste ter o colesterol quase a 250 com 25 anos, dessas crianças só posso dizer que é preciso ter muita mão para as aguentar. Vamos ser sinceros, os pais hoje em dia não sabem dizer que não aos filhos e o resultado disso será o futuro deste mundo. Cada um sabe de si, mas se as coisas já são más hoje em dia, não sei se quero saber como vai ser no futuro.
Enfim, continuarei a partilhar estas dicas deste livro porque acho muito boas. √Č sobre sobremesas mas podemos aprender imenso com ele. Diga-se de passagem, ningu√©m resiste a um daqueles jantares cheios e comem at√© rebentar pelas costuras, mas a culpa √© sempre da sobremesa Tongue vou tentar mudar isso um pouco visto que, por mim, o prato principal seria a sobremesa e remataria com uma sopa ou algo assim  Grin (t√° bem, t√° bem, tamb√©m n√£o seria o melhor  Roll Eyes)

Deixo então aqui mais uma informação também retirada do livro "O Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Conselhos para um consumo equilibrado de sobremesas:
- Ter cuidado com a alimentação em termos gerais, procurando consumir mais produtos naturais e menos produtos processados ou refinados.
- N√£o esquecer que a sobremesa representa um dos contributos alimentares da refei√ß√£o. Em termos nutricionais, uma ma√ß√£ fornece-nos a√ß√ļcares e fibras, ao passo que um bolo cont√©m hidratos de carbono, prote√≠nas, gorduras e a√ß√ļcares. O importante √© equilibrar a sobremesa com os restantes pratos.
- Se consumirmos um dado ingrediente no prato principal (por exemplo: queijos, tofu, cereais, etc.), não o devemos repetir à sobremesa.
- Utilizar ingredientes naturais e de qualidade para elaborar as nossas sobremesas.
- Uma sobremesa também pode ser um excelente lanche.
- N√£o abusar das quantidades e estar atento √†s reac√ß√Ķes do aparelho digestivo.
- Para comer um sobremesa ao jantar é necessário que os pratos anteriores sejam leves.
- Para abrangermos os casos particulares em que o consumo de determinados ingredientes (mesmo naturais e ecol√≥gicos) esteja proibido ou sujeito a restri√ß√Ķes, inclu√≠mos no livro uma lista das sobremesas isentas de lactose, gl√ļten, gordura e a√ß√ļcar (ou que cont√™m estes ingredientes em pequenas quantidades)."
« Última modificação: Agosto 27, 2011, 23:48:54 pm por DanSan » Registado

DanSan
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« Responder #5 em: Setembro 06, 2011, 14:32:30 pm »

Mais algumas informa√ß√Ķes √ļteis retiradas do "Grande Livro das Sobremesas Saud√°veis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Ecológico e Integral
Enunci√°mos a palavra "ecol√≥gico" em primeiro lugar devido ao elevado n√≠vel de polui√ß√£o que afecta a nossa sociedade: a √°gua da torneira, o ar, os ambientes viciados pelo fumo do tabaco e os alimentos correntes, entre outros, cont√©m j√° demasiadas subst√Ęncias indesej√°veis para um organismo que √© obrigado a defender-se de virus e bact√©rias.
At√© h√° pouco tempo, denomin√°vamos "biol√≥gicos" os alimentos de origem vegetal ou animal que n√£o eram tratados com produtos qu√≠micos (antibi√≥ticos, pesticidas, fertilizantes, etc.) ou hormonas. No entanto, para evitar confus√Ķes com os produtos "BIO" procedentes da ind√ļstria convencional e promovidos como ben√©ficos para a flora intestinal, opt√°mos pelo termo "ecol√≥gico" para definir um sistema de produ√ß√£o agr√≠cola e pecu√°ria que respeita o meio ambiente, os animais e as pessoas que emprega. Por este motivo, sempre que poss√≠vel √© aconselh√°vel utilizar ingredientes ecol√≥gicos: farinhas, ovos, derivados do leite, cereais, verduras e frutas.
As subst√Ęncias qu√≠micas empregues na agricultura intensiva permanecem nos cereais, legumes, frutas e hortali√ßas apesar de os lavarmos e descascarmos. As ceras utilizadas para dar brilho e melhorar o aspecto de algumas frutas (como as ma√ß√£s) selam literalmente estes produtos na pele dos vegetais. Isto resulta numa absor√ß√£o constante e gradual de toxinas por parte do organismo, o que naturalmente n√£o provoca a morte, mas √© causa de grandes preju√≠zos. Os especialistas no tema afirmam que estes produtos qu√≠micos n√£o s√£o in√≥cuos mesmo quando ingeridos em doses m√≠nimas.
No que se refere aos ovos, se n√£o conseguirmos encontrar um produtos de origem ecol√≥gica devemos, pelo menos, procurar comprar ovos caseiros. √Č de conhecimento geral que a cria√ß√£o intensiva de aves √© um sistema cruel onde os animais s√£o submetidos a condi√ß√Ķes de vida deplor√°veis; os ovos provenientes destas galinhas alimentadas artificialmente trazem j√° consigo uma grande camada de stress - para n√£o dizer de imoralidade.
Por seu lado, quando falamos de cereais e a√ß√ļcares integrais, significa que utilizaremos produtos n√£o refinados. A cozinha convencional utiliza nas suas sobremesas farinha de trigo branca, ou seja, farinha desprovida da casca do cereal, onde se encontram todos os seus elementos ben√©ficos: fibras, vitaminas, oligoelementos e enzimas. Sem a casca tudo o que resta √© o interior do gr√£o, na sua maioria constitu√≠do por amido.
Algo de id√™ntico se passa com o a√ß√ļcar e arroz brancos: passaram por um processo de refina√ß√£o no qual se perdem minerais, fibras e as valiosas vitaminas do grupo B; o resultado final √© um produto com alto teor de amido no caso do arroz, e um alto n√≠vel de sacarose pura no caso do a√ß√ļcar. Tanto o arroz como a farinha integral de trigo s√£o muito sens√≠veis ao ar e √† luz, estragando-se mais rapidamente do que os produtos brancos. O processo de refina√ß√£o surgiu com o objectivo de criar um produto que n√£o se deteriorasse t√£o depressa, mas sem salvaguardar as propriedades nutritivas destes alimentos.
O consumo habitual de alimentos totalmente desmineralizados contribui em grande medida para a degradação do organismo humano, sobretudo no que se refere aos ossos e dentes, uma vez que, para compensar a acidificação, o nosso corpo vai buscar o cálcio necessário ao tecido ósseo. Para além do mais, estes hidratos de carbono refinados são rapidamente assimilados, resultando num importante excedente calórico que se transforma em gordura."

Alguns símbolos de garantia de agricultura ecológica (presentes nas embalagens dos produtos):













"Organiza√ß√Ķes que avaliam a proced√™ncia biol√≥gica de um produto:
Em Portugal, o modo de produção biológica de produtos agrícolas e de géneros alimentícios estás regulamentado. Existe uma associação, a AGROBIO, cujo principal objectivo é promover o desenvolvimento deste tipo de agricultura no nosso país. A AGROBIO é membro da IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Biológica)."
« Última modificação: Setembro 06, 2011, 14:43:56 pm por DanSan » Registado

DanSan
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« Responder #6 em: Setembro 20, 2011, 18:54:35 pm »

Alguma informa√ß√£o acerca dos ado√ßantes que utilizamos nas sobremesas e at√© mesmo no dia-a-dia. Tamb√©m estas informa√ß√Ķes s√£o retiradas do "Grande Livro das Sobremesas Saud√°veis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):
"Adoçantes
O a√ß√ļcar branco √© um ingrediente de presen√ßa s√≥lida em v√°rios tipos de alimentos - n√£o s√≥ nos doces, mas tamb√©m em numerosas prepara√ß√Ķes salgadas, como molhos, p√£es e pizzas, entre outros. Coment√°mos j√° as consequ√™ncias, para o organismo, de uma ingest√£o continuada de a√ß√ļcar branco. A nossa proposta √© trocar o a√ß√ļcar refinado por alternativas mais saud√°veis, como edulcorantes de origem natural, de f√°cil assimila√ß√£o e rico em minerais.
O a√ß√ļcar de cana integral (n√£o confundir com o "a√ß√ļcar amarelo"), o mel n√£o refinado, os concentrados de frutas como a ma√ß√£, o mela√ßo, os xaropes de cereais, os xaropes de √°cer e agave e os frutos secos (passas, figos, t√Ęmaras, alperces, etc.) s√£o ado√ßantes de qualidade imbat√≠vel.
Os pontos seguintes vão ajudar-nos a esclarecer as características de cada um e ensinar-nos a distinguir um adoçante natural daquele que o aparenta ser.

A√ß√ļcar amarelo e a√ß√ļcar integral der cana
Esta √© a primeira distin√ß√£o que temos de aprender a fazer, pis, em geral, aquilo que conhecemos como "a√ß√ļcar torrado" normalmente n√£o √© a√ß√ļcar de cana, mas um produto proveniente da beterraba a√ßucareira. √Č tratado com agentes branqueadores (que em parte o desmineralizam) e, para que adquira a sua cor escura caracter√≠stica, √© misturado com mela√ßo.
Dentro desta gama de a√ß√ļcares h√° varia√ß√Ķes de cor e textura que indicam um maior ou menor teor de mela√ßo. Estes a√ß√ļcares podem apresentar cores que v√£o do dourado ao castanho-claro, com cristais maiores e uma textura pouco h√ļmida.
O a√ß√ļcar que recomendamos √© o que resulta do mais puro sumo da cana-de-a√ß√ļcar, coado para caldeir√Ķes onde fica a ganhar espessura at√© se transformar num xarope que, depois de arrefecer, √© batido e peneirado, at√© se obter um a√ß√ļcar castanho-escuro de textura h√ļmida.
O a√ß√ļcar mascavado, a "rapadura" e a variedade "Demerara" tamb√©m fazem parte dos a√ß√ļcares integrais obtidos a partir da cana-de a√ß√ļcar atrav√©s de m√©todos artesanais e tradicionais, sem processo de refina√ß√£o. O a√ß√ļcar mascavado √© um a√ß√ļcar "feito √† turbina": os seus cristais lavados a vapor possuem um delicado sabor a mela√ßo e uma cor que vai do castanho-claro ao matiz escuro do alca√ßuz.
Os a√ß√ļcares integrais s√£o muito fortes em termos de cor e sabor, imprimindo, por isso, uma marca vincada a qualquer cozinhado. Para certas receitas, talvez seja melhor escolher um tipo de ado√ßante diferente, para n√£o se correr o risco do seu sabor esconder o dos outros ingredientes."
« Última modificação: Setembro 20, 2011, 21:16:24 pm por DanSan » Registado

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« Responder #7 em: Setembro 23, 2011, 23:05:19 pm »

Para continuar o assunto dos ado√ßantes deixo aqui informa√ß√£o acerca dos v√°rios ado√ßantes que podemos utilizar em substitui√ß√£o do "venenoso" a√ß√ļcar branco refinado. Toda a informa√ß√£o consta tamb√©m no "Grande Livro das Sobremesas Saud√°veis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Mela√ßo ou mel de cana - Trata-se do xarope que se obt√©m cozendo o sumo da cana de a√ß√ļcar; a √°gua evapora-se e o l√≠quido vai-se concentrando e espessando. A diferen√ßa de cores prende-se com o processo de coc√ß√£o: na primeira cozedura obt√©m-se um mela√ßo de cor clara; na segunda um mela√ßo mais escuro e na terceira resulta um mela√ßo quase negro. √Č muito rico em sais minerais.

Xarope de cereais - Confecciona-se com cereais integrais, ricos em vitaminas, minerais e fibras que integram o grupo de a√ß√ļcares de assimila√ß√£o lenta, constituindo assim uma fonte de energia constante. Este xarope tem a consist√™ncia de um l√≠quido espesso, quase como o mel, e uma cor de caramelo com varia√ß√Ķes de tonalidade.
Pode ser utilizado na confecção de bolos e doces de fruta porque não cristaliza, assim como em sobremesas que vão ao forno, pela sua tendência em conservar a humidade.
Há xaropes de arroz, milho, cevada e trigo. O importante é certificarmo-nos de que não contém aditivos (como caramelo por exemplo).

Xarope de √°cer e de agave - O xarope de √°cer tornou-se muito popular devido √† famosa cura purificadora conseguida pela mistura de √°gua com este xarope, sumo de lim√£o e alguns gr√£os de pimenta de Caiena. O √°cer prov√©m da seiva da √°rvore com o mesmo nome que, depois de recolhida, se reduz por evapora√ß√£o at√© se obter um l√≠quido espesso. √Č muito rico em nutrientes, raz√£o pela qual, durante esta cura de purifica√ß√£o, o cocktail acima descrito era suficiente para fornecer energia ao organismo mesmo n√£o se ingerindo qualquer outro alimento. Este xarope liga muito bem com queijos, iogurtes, compotas, k√©fir, pur√©s de fruta e mousses.
O agave, por seu lado, é um cato que os antigos Maias utilizavam não só pelo seu sabor doce, como pelas suas propriedades nutritivas. O fruto do cacto contém um sumo doce que é filtrado e concentrado, sendo depois engarrafado. Tem um sabor suave que o torna adequado para qualquer sobremesa, pois não esconde os outros sabores. Contudo não deve ser submetido a longas cozeduras pois tende a azedar.
Qualquer destes xaropes pode substituir um caramelo natural - por exemplo, vertendo um pouco sobre um flan, torradas com queijo e frutos secos ou filhós.

Frutose - √Č o a√ß√ļcar natural do mel, das frutas e de alguns vegetais. Em pequenas quantidades a sua utiliza√ß√£o √© permitida aos diab√©ticos, mas em termos de do√ßaria n√£o pode ser utilizado em todas as receitas. O problema deste edulcorante √© que se recorre a meios qu√≠micos para a sua extrac√ß√£o; assim, apenas o usamos ocasionalmente nas nossas sobremesas e para polvilhar bolos, em substitui√ß√£o do a√ß√ļcar de pasteleiro.

Mel - Trata-se do ado√ßante mais antigo do mundo e √© considerado um alimento com interessantes propriedades terap√™uticas: √© rico em enzimas com qualidades antibi√≥ticas, anti-s√©pticas e tonificantes. √Č produzido pelas abelhas, cuja actividade transforma o n√©ctar das flores na subst√Ęncia a que chamamos "mel". H√° v√°rios tipos de mel e este alimento pode ser uma excelente escolha, sempre e quando tiver sido extra√≠do a frio (por raspagem e escorrimento instant√Ęneo) e filtrado a uma temperatura n√£o superior a 40.¬ļC., uma vez que o calor altera as suas propriedades. Por vezes, encontra-se mel √† venda ainda agarrado a peda√ßos do favo.
As diferenças em cor e sabor do mel dependem das flores de que provém, da estação do ano, das plantas... O mel de lavanda ou de alecrim, por exemplo, é cremoso, denso e de sabor marcado; ao invés, o mel de flores de laranjeira, limoeiro e cidreira, bem como o de flores de acácia e tília, entre outras, é claro, líquido e de sabor mais suave.
Se desejarmos perfumar o mel, podemos acrescentar-lhe algumas gotas de uma essência como lavanda, bergamota, limão, rosas...
(Nota minha, n√£o consta no livro: um mel de boa qualidade cristaliza com temperaturas abaixo dos 25¬ļ.C.)

Concentrados de frutas - Provêm exclusivamente de sumos de frutas concentrados, por exemplo, da maçã e da pêra. Têm a consistência de um xarope espesso. Ao contrário de outros edulcorantes, não são excessivamente doces, sendo o seu sabor mais acidulado. Esta característica torna-os ideais para receitas com frutas, pois realçam o sabor doce sem exagerar.
Em certos locais √© poss√≠vel obter concentrados mais doces, como o de t√Ęmaras, por exemplo.

Pur√© de frutos secos - As ameixas, as t√Ęmaras, os figos ou os alperces secos podem constituir excelentes ado√ßantes naturais, n√£o para substituir o a√ß√ļcar na prepara√ß√£o de sobremesas - caso em que seria necess√°rio equilibrar o peso dos ingredientes - mas para espalhar sobre uma base de tarte j√° cozida, colocando depois por cima a fruta fresca, fazer cobertura de bolos ou o recheio de rolos ou ainda acompanhar crepes. A grande vantagem √© que, se n√£o os conseguirmos encontrar √† venda, podemos sempre prepar√°-los em casa: basta cozer a fruta e tritur√°-la at√© se obter um pur√©.

Dica
Aromatizar a√ß√ļcar integral:
A baunilha, a canela, o gengibre, o cravo-da √≠ndia e o cardamomo s√£o excelentes para perfumar o a√ß√ļcar integral com o qual se polvilha bolos, tartes de frutas, compotas... Para isso mistura-se uma colher de ch√° da especiaria em p√≥ por cada cinco ou seis colheres de a√ß√ļcar integral e conserva-se num frasco bem fechado e etiquetado.
Outra alternativa √© aproveitar uma vagem de baunilha vazia, cujo conte√ļdo utiliz√°mos numa receita anterior. Deixar secar, triturar at√© obter um p√≥ e misturar com o a√ß√ļcar."
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DanSan
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« Responder #8 em: Outubro 26, 2011, 23:17:33 pm »

Passo agora a uma descrição das várias farinhas usadas. Toda a informação consta no "Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"O normal, na doçaria natural, é utilizar farinha de trigo integral em vez de farinha branca, em quase todas as receitas. No entanto, nas nossas sobremesas alternamos esta farinha com outras, em particular com a farinha de arroz integral, uma vez que isto permite receitas mais leves e de digestão mais fácil.
Para al√©m disso, nos bolos, tortas e bases de tarte, que s√£o massas de pouca elasticidade, utilizam-se farinhas de baixo conte√ļdo proteico (pouco ricas em gl√ļten), o que d√° a possibilidade de experimentar com outras variedades de farinha.
As farinhas ricas em gl√ļten, em particular as de trigo, centeio e cevada, s√£o mais aconselh√°veis para massas levedadas (como a de p√£o).
A seguir são especificadas algumas particularidades em relação às farinhas disponíveis no mercado.

Farinha de trigo integral - Ao comprar esta farinha devemo-nos certificar que se trata realmente de farinha de trigo integral, pois h√° farinhas comercializadas sob esta designa√ß√£o que n√£o s√£o mais do que farinhas brancas √†s quais de misturou farelo. √Č tamb√©m importante procurarmos uma moagem fina, para que as nossas receitas (sobretudo de bolos) n√£o fiquem muito pesadas. N√£o sendo isso poss√≠vel, podemos misturar partes iguais de farinha integral e farinha branca (de cultivo biol√≥gico).

Farinha de arroz integral - Em determinadas receitas n√£o se pode utilizar apenas farinha de arroz, uma vez que esta n√£o cont√©m gl√ļten, e que, por exemplo, impediria que as massas ligassem. Esta farinha revela-se, contudo, muito √ļtil em prepara√ß√Ķes semil√≠quidas, como os cremes de pasteleiro, os doces tipo leite-creme ou algumas receitas de forno, como os clafoutis. Nas receitas de bolos ou pudins podemos substituir um quarto de farinha de trigo por farinha de arroz.

Farinhas de kamut ou espelta - H√° pessoas sens√≠veis ao trigo, que apresentam alergias ou problemas de digest√£o lenta. Nestes casos podemos utilizar estas farinhas, que prov√™m de variedades de trigo menos alerg√©nicas, de f√°cil digest√£o, bem toleradas pelas pessoas que n√£o consomem gl√ļten e que, para al√©m disso, s√£o muito ricas em prote√≠nas.
A outra alternativa para as pessoas com estes problemas √© recorrer a farinhas especiais, preparadas sem gl√ļten.

Farinha de trigo-mouro ou trigo-negro (tamb√©m conhecido como trigo mourisco e trigo sarraceno) - √Č muito adequada para certas receitas como os crepes e alguns bolos e tortas. Embora se chame √† planta de que prov√©m "trigo", n√£o cont√©m gl√ļten. Com efeito, o trigo-mouro n√£o √© sequer um cereal mas uma poligon√°cea.

Farinhas de centeio e cevada - S√£o duras, raz√£o pela qual n√£o s√£o utilizadas em pastelaria mas apenas para p√£es r√ļsticos.

Farinha de soja - Em certas receitas pode ser utilizada para substituir pequenas quantidades de outras farinhas (mas nunca a totalidade pois n√£o cont√©m gl√ļten). Em termos de percentagem, o ideal √© substituir um quarto de farinha de trigo integral por farinha de soja. Esta farinha pode ser utilizada para filh√≥s, massas de panquecas e crepes, bem como para sobremesas cozinhadas no forno. Cont√©m uma percentagem de gordura mais elevada do que a farinha de trigo.

Farinha de milho - N√£o deve ser confundida com a maisena que √© o amido deste cereal; a farinha, pelo contr√°rio, obt√©m-se moendo o gr√£o inteiro. √Č √ļtil para tornar a massa dos bolos mais fofa e para aligeirar a massa da cobertura dos doces fritos. Devemos utiliz√°-la nas nossas receitas em substitui√ß√£o de um ter√ßo da farinha de trigo (esta farinha n√£o cont√©m gl√ļten).

Farinha de aveia - Pode ser utilizada em bolos e pudins, com farinha de trigo em partes iguais.

Recomendação: As farinhas devem ser guardadas num sítio fresco e protegido da luz, de preferência no frigorífico, uma vez que se deterioram com muita facilidade."
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carmelina
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« Responder #9 em: Novembro 03, 2011, 21:56:51 pm »


DanSan
Obrigada pela partilha, é claro que estou a adorar!!!
Mas que trabalheira para si!!!
Muito obrigada.
 Kiss
carmelina
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DanSan
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« Responder #10 em: Novembro 03, 2011, 22:45:57 pm »

N√£o d√° trabalheira nenhuma! Estou desempregada!  Grin  Undecided
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carmelina
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« Responder #11 em: Novembro 04, 2011, 19:11:51 pm »


Estar desempregada é que é pior...espero que supere essa situação rápidamente!
A minha filha mais nova foi viver para Lisboa com o namorado. Ambos saem tard√≠ssimo dos empregos e a minha filha tem ainda o problema dos bancos e como √© novata os m√©dicos mais velhos deixaram de faz√™-los, porque lhes reduziram dr√°sticamente o que recebiam, como os mais novos ganham a 2‚ā¨, s√£o estes que ficam isto √© s√£o obrigados a ficar! Claro que gostava de arranjar uma pessoa que lhe fosse l√° a casa, mas j√° desistiu, s√≥ encontra a 8.30‚ā¨, com subs√≠dio f√©rias e Natal Huh J√° lhe reduziram o vencimento 20%... √Č imposs√≠vel eles conseguirem pagar todas as despesas... Eu lavo e passo a ferro uma semana e a m√£e do namorado outra e assim v√£o tentando sobreviver. Ainda por cima hoje vai ele saber se foi aceite na firma onde estava a estagiar... vamos l√° ver. Anda tudo assim por todo o lado.
Sinto uma grande tristeza ter vivido em crise todos estes anos para dar um curso superior √†s minhas filhas e chegarmos a um ponto em que eu acho que ainda v√£o viver pior do eu vivi. J√° n√£o falando da mais velha que √© licenciada e ganha tanto como uma pessoa num emprego normal... enfim tristezas para os pais desta juventude √† rasca que est√£o a pagar por todas as pessoas sem escr√ļpulos que tem passado pelogoverno  nosso pa√≠s!
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carmelina
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« Responder #12 em: Novembro 05, 2011, 01:49:24 am »

√Č verdade carmelina. Desejo imensa sorte para a tua filha e o seu namorado.
Eu, para acrescentar ao desemprego, tenho ataques de p√Ęnico mas j√° estou a trabalhar nisso e acho que estou a melhorar bastante Smiley entretanto a licenciatura que tenho tamb√©m n√£o me serve, nem nunca serviu para nada. O curso profissional de t√©cnica de unhas de gel tamb√©m de nada me serviu at√© hoje (valha-lhe a minha paix√£o por unhas, manicures e afins)... desde 2007 (quando terminei a licenciatura) at√© hoje j√° trabalhei em 8 coisas diferentes em que fui explorada, fui tratada como se fosse de intelig√™ncia inferior (pois tive de tirar do curriculo que era licenciada, caso contr√°rio n√£o me empregavam) e aguentei as facadas de todas as vezes. Infelizmente sou uma pessoa muito revoltada de modos que n√£o gosto que me fa√ßam est√ļpida. Nunca me renovaram contratos por isso mesmo. Depois de sair do meu √ļltimo emprego (h√° um ano) decidi que seria um pouco mais selecta no envio dos curriculos, mas isso s√≥ me levou a situa√ß√Ķes de tirar um santo do s√©rio como deslocar-me a Lisboa para entrevistas apenas para me dizerem na cara que eu n√£o me adequava ao perfil de candidato que eles procuravam. Conclus√£o.... vou entregar mais curriculos aos f√≥runs e lojinhas porque o dinheiro faz-me falta, aos meus pais tamb√©m (mesmo a receber o ordenado m√≠nimo sempre conseguia ajudar os meus pais nalguma coisita) e quero come√ßar a fazer vida com o meu companheiro e n√£o h√° meio!
Felizmente ele está no bom caminho de se tornar efectivo mas nada é certo. E eu não sou pessoa que se contente com estar desempregada e a ser sustentada pelos que mais amo. Aliás, não andei a fritar os miolos na faculdade para nada, certo?
Queria muito tirar um curso... outro curso qualquer, tenho imensos gostos por isso um curso que goste encontraria depressa, mas não tenho dinheiro para pagá-lo e não tenho lata para pedir aos meus pais para mo pagarem pois as coisas aqui em casa também não são abastadas.
De qualquer modo... acho tudo isto irónico tendo em conta o tópico em que deixámos estes desabafos pois a cozinha biológia e saudável é só para quem tem dinheiro Tongue
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« Responder #13 em: Novembro 06, 2011, 00:42:42 am »

DanSan, obrigada pelas dicas e de facto imenso trabalho na transcrição!! =) Há muitos detalhes que desconhecia... é óptimo poder ter um conhecimento mais aprofundado sobre as coisas =) já perdi anos de vida na busca de hábitos excessivamente saudáveis; agora prefiro fazer somente o que sabe melhor =) eheheheh mas tenho de ter cuidado, porque o meu trabalho é demasiado sedentário... =/ e os anos não param de passar e não perdoam eheheh =p

Quanto à tua luta, não desistas!! Nunca desistas! Claro que nada é fácil actualmente e pior ficará, mas vamos cair tanto que daí em diante só pode tudo melhorar, é nisso que acredito! E as licenciaturas ainda servirão para algo algum dia Wink olha o meu caso: licenciatura em Sociologia! Não serve para nada!!! Espero que um dia sirva! lolol até lá, olha, trabalho completamente deslocada da área... mas paga as contas, mt devagarinho, mas paga =/

Oxal√° tenhamos uma velhice melhor e a crise n√£o dure a vida toda!!

E oxalá tenhamos sempre papinha boa e vontade de fazer coisas apetitosas e uma família unida à mesa!! =)

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« Responder #14 em: Novembro 06, 2011, 23:50:46 pm »

Obrigado crazy_dog! Achei estas informa√ß√Ķes dignas de partilha pois n√£o s√£o exageradas e podem ser facilmente integradas no nosso dia a dia. E, apesar de as sobremesas (depois deixarei algumas, obviamente) serem menos gordas, existem algumas que levam ingredientes bastante gordos... mas creio que a inten√ß√£o principal deste livro √© tornar as sobremesas mais saud√°veis e n√£o irradicar tudo o que existe. Deixa conselhos claro est√°, mas n√£o nos diz para para completamente com certas coisas.

Realmente, situa√ß√Ķes do cara√ßas, mas l√° est√°, isto est√° t√£o mau que a partir de certa altura j√° s√≥ pode melhorar Tongue tamb√©m acredito que sim mas tamb√©m acredito que parte de n√≥s um pouco, n√£o √©? Nunca desistir √© mesmo isso!
União, paz e paparoca é o que não pode faltar Wink
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