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Petiscos  |  Comunidade dos Gulosos!  |  Dúvidas e Questões Culinárias!  |  Tópico: Dicas úteis sobre sobremesas e alguns ingredientes
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Autor Tópico: Dicas úteis sobre sobremesas e alguns ingredientes  (Lida 13508 vezes)
DanSan
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« em: Agosto 26, 2011, 19:02:17 pm »

Adquiri o livro "O Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografias) e não podia deixar de partilhar com a comunidade petiscólica o que vem no livro, para além das receitas.
Considero que os conselhos e informações contidos neste livro são de grande valor e contribuem sempre para o nosso conhecimento alimentar e gastronómico Smiley
Os textos que escreverei neste tópico são retirados do livro, todos os créditos são dados aos autores, e espero que gostem e achem estas informações preciosas para a nossa saúde.

"Sobremesa [...] o culminar de uma refeição.
O termo em si pode gerar sentimentos desencontrados. há quem o relacione com um manjar delicioso e quem reprima os seus desejos devido a incompatibilidades alimentares, dietas ou... porque as sobremesas pertencem ao reino do "proibido". Por isso, no fim da refeição, muitas pessoas optam por tomar apenas um café ou uma infusão (sendo esta última mais recomendável, em virtude das suas propriedades digestivas e relaxantes).
A má fama das sobremesas deve-se ao facto de a maioria resultar da combinação de uma quantidade generosa de açúcares, gorduras e farinhas brancas que aumentam consideravelmente o teor calórico da refeição, quebrando o equilíbrio da dieta e podendo resultar em consequências indesejadas para o organismo. há, no entanto, uma via alternativa que permite, simultaneamente, não nos privarmos de um sabor doce e cuidarmos do nosso corpo: seleccionar criteriosamente os ingredientes, as formas de cozinhar e os momentos para consumirmos essas iguarias.
[...]É importante saber quais são os ingredientes mais aconselháveis e o que os distingue dos restantes. Também é necessário aprender a identificar os momentos mais ou menos indicados para incluir uma sobremesa numa refeição."

"Do ponto de vista nutricional, uma alimentação equilibrada deve incluir ingredientes variados, consumidos em quantidades moderadas e ser complementada pela prática regular de actividade física. Em linha com a visão naturista, acrescentaremos que o ideal é consumir verduras e frutas frescas em abundância, cereais integrais e legumes, frutos secos, proteínas vegetais (em detrimento das proteínas animais), óleos de sementes não refinados, pouco açúcar (de origem natural, não refinado) e poucos produtos lácteos (preferindo, ao leite, os iogurtes, o kéfir e alguns queijos). Com base nestes parâmetros, e acrescentando mais um ou outro ingrediente, é possível confeccionar sobremesas saudáveis que podem ser integradas no nosso plano dietético.
Uma vez que, no conjunto da refeição, a sobremesa representa mais um prato, ou seja, mais uma contribuição calórica, é preciso considerá-la sobre este ponto de vbista. Assim, se para prato principal temos um generoso estufado, ao escolher a sobremesa não deveríamos optar por um bolo com creme, mas por algo leve, como uma gelatina natural ou fruta (fresca ou cozida). De igual forma, se para sobremesa nos apetecerem brownies de ameixas e nozes, talvez seja aconselhável escolher uma sopa e tofu grelhado para prato principal."

"As receitas de bolos, tortas e bolo inglês podem reservar-se para os lanches ou para ocasiões especiais. Em qualquer dos casos, o aconselhável é seguir sempre a máxima de Paracelso que afirmava muito sabiamente, na Antiguidade, que "o perigo de uma substância depende apenas da sua quantidade". Assim, no caso de nos dar vontade de provar algumas das sobremesas preparadas por estas ocasiões, não há propriamente razões para nos reprimirmos... desde que saibamos usar de moderação, claro está...
Outra questão que não pode ser descurada prende-se com o estado do nosso aparelho disgestivo. Há situações de digestão lenta ou em que o estômago incha após as refeições, nas quais se deve colaborar com o processo digestivo e evitar sobrecargas desnecessárias ou combinações de ingredientes desadequadas. Nestes casos, por vezes, até a fruta, por mais natural que seja, pode não ser uma boa sobremesa, excepções feitas à pêra e à maçã (sobretudo cozidas), cujo carácter neutro congrega normalmente a aprovação dos especialistas. Não obstante, o ideal, nestes casos, é consumir as sobremesas num momento diferente do dia, fora das refeições principais."
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LúciaC
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« Responder #1 em: Agosto 27, 2011, 08:57:54 am »

Sao optimos conselhos para quem queira manter uma dieta equilibrada.

Obrigada, por partilhares. Wink
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DanSan
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« Responder #2 em: Agosto 27, 2011, 10:05:24 am »

De nada LúciaC. E continuarei a partilhar, não acaba por aí  Cool
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carmelina
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« Responder #3 em: Agosto 27, 2011, 20:35:56 pm »


Obrigada por partilhar!!!
Tudo o que se relacione com alimentação equilibrada, eu gosto de aprender!
Penso que todos nós deveríamos ponderar muito bem acerca da alimentação nas nossas casas e ter especialmente atençao com os nossos filhos....
Digo isto, porque as minhas filhas nunca foram habituadas a ter sumos em casa. Além de ser uma despesa acrescida só as iriam prejudicar assim como outros produtos...
Tenho colegas que infelizmente elas próprias não passam sem sumo, e os filhos já têm que andar em nutricionistas...por má alimentação. Agora têm que reaprender a comer e claro sumos e pão tipo plástico foram simplesmente abolidos da sua alimentação. Ao princípio nem fruta podiam comer, agora já comem, mas é apenas uma maçã...
 Smiley
carmelina
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DanSan
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« Responder #4 em: Agosto 27, 2011, 23:40:17 pm »

Carmelina, é mesmo muito triste quando se chega a esse ponto e ainda são crianças! Eu já acho triste ter o colesterol quase a 250 com 25 anos, dessas crianças só posso dizer que é preciso ter muita mão para as aguentar. Vamos ser sinceros, os pais hoje em dia não sabem dizer que não aos filhos e o resultado disso será o futuro deste mundo. Cada um sabe de si, mas se as coisas já são más hoje em dia, não sei se quero saber como vai ser no futuro.
Enfim, continuarei a partilhar estas dicas deste livro porque acho muito boas. É sobre sobremesas mas podemos aprender imenso com ele. Diga-se de passagem, ninguém resiste a um daqueles jantares cheios e comem até rebentar pelas costuras, mas a culpa é sempre da sobremesa Tongue vou tentar mudar isso um pouco visto que, por mim, o prato principal seria a sobremesa e remataria com uma sopa ou algo assim  Grin (tá bem, tá bem, também não seria o melhor  Roll Eyes)

Deixo então aqui mais uma informação também retirada do livro "O Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Conselhos para um consumo equilibrado de sobremesas:
- Ter cuidado com a alimentação em termos gerais, procurando consumir mais produtos naturais e menos produtos processados ou refinados.
- Não esquecer que a sobremesa representa um dos contributos alimentares da refeição. Em termos nutricionais, uma maçã fornece-nos açúcares e fibras, ao passo que um bolo contém hidratos de carbono, proteínas, gorduras e açúcares. O importante é equilibrar a sobremesa com os restantes pratos.
- Se consumirmos um dado ingrediente no prato principal (por exemplo: queijos, tofu, cereais, etc.), não o devemos repetir à sobremesa.
- Utilizar ingredientes naturais e de qualidade para elaborar as nossas sobremesas.
- Uma sobremesa também pode ser um excelente lanche.
- Não abusar das quantidades e estar atento às reacções do aparelho digestivo.
- Para comer um sobremesa ao jantar é necessário que os pratos anteriores sejam leves.
- Para abrangermos os casos particulares em que o consumo de determinados ingredientes (mesmo naturais e ecológicos) esteja proibido ou sujeito a restrições, incluímos no livro uma lista das sobremesas isentas de lactose, glúten, gordura e açúcar (ou que contêm estes ingredientes em pequenas quantidades)."
« Última modificação: Agosto 27, 2011, 23:48:54 pm por DanSan » Registado

DanSan
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« Responder #5 em: Setembro 06, 2011, 14:32:30 pm »

Mais algumas informações úteis retiradas do "Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Ecológico e Integral
Enunciámos a palavra "ecológico" em primeiro lugar devido ao elevado nível de poluição que afecta a nossa sociedade: a água da torneira, o ar, os ambientes viciados pelo fumo do tabaco e os alimentos correntes, entre outros, contém já demasiadas substâncias indesejáveis para um organismo que é obrigado a defender-se de virus e bactérias.
Até há pouco tempo, denominávamos "biológicos" os alimentos de origem vegetal ou animal que não eram tratados com produtos químicos (antibióticos, pesticidas, fertilizantes, etc.) ou hormonas. No entanto, para evitar confusões com os produtos "BIO" procedentes da indústria convencional e promovidos como benéficos para a flora intestinal, optámos pelo termo "ecológico" para definir um sistema de produção agrícola e pecuária que respeita o meio ambiente, os animais e as pessoas que emprega. Por este motivo, sempre que possível é aconselhável utilizar ingredientes ecológicos: farinhas, ovos, derivados do leite, cereais, verduras e frutas.
As substâncias químicas empregues na agricultura intensiva permanecem nos cereais, legumes, frutas e hortaliças apesar de os lavarmos e descascarmos. As ceras utilizadas para dar brilho e melhorar o aspecto de algumas frutas (como as maçãs) selam literalmente estes produtos na pele dos vegetais. Isto resulta numa absorção constante e gradual de toxinas por parte do organismo, o que naturalmente não provoca a morte, mas é causa de grandes prejuízos. Os especialistas no tema afirmam que estes produtos químicos não são inócuos mesmo quando ingeridos em doses mínimas.
No que se refere aos ovos, se não conseguirmos encontrar um produtos de origem ecológica devemos, pelo menos, procurar comprar ovos caseiros. É de conhecimento geral que a criação intensiva de aves é um sistema cruel onde os animais são submetidos a condições de vida deploráveis; os ovos provenientes destas galinhas alimentadas artificialmente trazem já consigo uma grande camada de stress - para não dizer de imoralidade.
Por seu lado, quando falamos de cereais e açúcares integrais, significa que utilizaremos produtos não refinados. A cozinha convencional utiliza nas suas sobremesas farinha de trigo branca, ou seja, farinha desprovida da casca do cereal, onde se encontram todos os seus elementos benéficos: fibras, vitaminas, oligoelementos e enzimas. Sem a casca tudo o que resta é o interior do grão, na sua maioria constituído por amido.
Algo de idêntico se passa com o açúcar e arroz brancos: passaram por um processo de refinação no qual se perdem minerais, fibras e as valiosas vitaminas do grupo B; o resultado final é um produto com alto teor de amido no caso do arroz, e um alto nível de sacarose pura no caso do açúcar. Tanto o arroz como a farinha integral de trigo são muito sensíveis ao ar e à luz, estragando-se mais rapidamente do que os produtos brancos. O processo de refinação surgiu com o objectivo de criar um produto que não se deteriorasse tão depressa, mas sem salvaguardar as propriedades nutritivas destes alimentos.
O consumo habitual de alimentos totalmente desmineralizados contribui em grande medida para a degradação do organismo humano, sobretudo no que se refere aos ossos e dentes, uma vez que, para compensar a acidificação, o nosso corpo vai buscar o cálcio necessário ao tecido ósseo. Para além do mais, estes hidratos de carbono refinados são rapidamente assimilados, resultando num importante excedente calórico que se transforma em gordura."

Alguns símbolos de garantia de agricultura ecológica (presentes nas embalagens dos produtos):













"Organizações que avaliam a procedência biológica de um produto:
Em Portugal, o modo de produção biológica de produtos agrícolas e de géneros alimentícios estás regulamentado. Existe uma associação, a AGROBIO, cujo principal objectivo é promover o desenvolvimento deste tipo de agricultura no nosso país. A AGROBIO é membro da IFOAM (Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Biológica)."
« Última modificação: Setembro 06, 2011, 14:43:56 pm por DanSan » Registado

DanSan
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« Responder #6 em: Setembro 20, 2011, 18:54:35 pm »

Alguma informação acerca dos adoçantes que utilizamos nas sobremesas e até mesmo no dia-a-dia. Também estas informações são retiradas do "Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):
"Adoçantes
O açúcar branco é um ingrediente de presença sólida em vários tipos de alimentos - não só nos doces, mas também em numerosas preparações salgadas, como molhos, pães e pizzas, entre outros. Comentámos já as consequências, para o organismo, de uma ingestão continuada de açúcar branco. A nossa proposta é trocar o açúcar refinado por alternativas mais saudáveis, como edulcorantes de origem natural, de fácil assimilação e rico em minerais.
O açúcar de cana integral (não confundir com o "açúcar amarelo"), o mel não refinado, os concentrados de frutas como a maçã, o melaço, os xaropes de cereais, os xaropes de ácer e agave e os frutos secos (passas, figos, tâmaras, alperces, etc.) são adoçantes de qualidade imbatível.
Os pontos seguintes vão ajudar-nos a esclarecer as características de cada um e ensinar-nos a distinguir um adoçante natural daquele que o aparenta ser.

Açúcar amarelo e açúcar integral der cana
Esta é a primeira distinção que temos de aprender a fazer, pis, em geral, aquilo que conhecemos como "açúcar torrado" normalmente não é açúcar de cana, mas um produto proveniente da beterraba açucareira. É tratado com agentes branqueadores (que em parte o desmineralizam) e, para que adquira a sua cor escura característica, é misturado com melaço.
Dentro desta gama de açúcares há variações de cor e textura que indicam um maior ou menor teor de melaço. Estes açúcares podem apresentar cores que vão do dourado ao castanho-claro, com cristais maiores e uma textura pouco húmida.
O açúcar que recomendamos é o que resulta do mais puro sumo da cana-de-açúcar, coado para caldeirões onde fica a ganhar espessura até se transformar num xarope que, depois de arrefecer, é batido e peneirado, até se obter um açúcar castanho-escuro de textura húmida.
O açúcar mascavado, a "rapadura" e a variedade "Demerara" também fazem parte dos açúcares integrais obtidos a partir da cana-de açúcar através de métodos artesanais e tradicionais, sem processo de refinação. O açúcar mascavado é um açúcar "feito à turbina": os seus cristais lavados a vapor possuem um delicado sabor a melaço e uma cor que vai do castanho-claro ao matiz escuro do alcaçuz.
Os açúcares integrais são muito fortes em termos de cor e sabor, imprimindo, por isso, uma marca vincada a qualquer cozinhado. Para certas receitas, talvez seja melhor escolher um tipo de adoçante diferente, para não se correr o risco do seu sabor esconder o dos outros ingredientes."
« Última modificação: Setembro 20, 2011, 21:16:24 pm por DanSan » Registado

DanSan
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« Responder #7 em: Setembro 23, 2011, 23:05:19 pm »

Para continuar o assunto dos adoçantes deixo aqui informação acerca dos vários adoçantes que podemos utilizar em substituição do "venenoso" açúcar branco refinado. Toda a informação consta também no "Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"Melaço ou mel de cana - Trata-se do xarope que se obtém cozendo o sumo da cana de açúcar; a água evapora-se e o líquido vai-se concentrando e espessando. A diferença de cores prende-se com o processo de cocção: na primeira cozedura obtém-se um melaço de cor clara; na segunda um melaço mais escuro e na terceira resulta um melaço quase negro. É muito rico em sais minerais.

Xarope de cereais - Confecciona-se com cereais integrais, ricos em vitaminas, minerais e fibras que integram o grupo de açúcares de assimilação lenta, constituindo assim uma fonte de energia constante. Este xarope tem a consistência de um líquido espesso, quase como o mel, e uma cor de caramelo com variações de tonalidade.
Pode ser utilizado na confecção de bolos e doces de fruta porque não cristaliza, assim como em sobremesas que vão ao forno, pela sua tendência em conservar a humidade.
Há xaropes de arroz, milho, cevada e trigo. O importante é certificarmo-nos de que não contém aditivos (como caramelo por exemplo).

Xarope de ácer e de agave - O xarope de ácer tornou-se muito popular devido à famosa cura purificadora conseguida pela mistura de água com este xarope, sumo de limão e alguns grãos de pimenta de Caiena. O ácer provém da seiva da árvore com o mesmo nome que, depois de recolhida, se reduz por evaporação até se obter um líquido espesso. É muito rico em nutrientes, razão pela qual, durante esta cura de purificação, o cocktail acima descrito era suficiente para fornecer energia ao organismo mesmo não se ingerindo qualquer outro alimento. Este xarope liga muito bem com queijos, iogurtes, compotas, kéfir, purés de fruta e mousses.
O agave, por seu lado, é um cato que os antigos Maias utilizavam não só pelo seu sabor doce, como pelas suas propriedades nutritivas. O fruto do cacto contém um sumo doce que é filtrado e concentrado, sendo depois engarrafado. Tem um sabor suave que o torna adequado para qualquer sobremesa, pois não esconde os outros sabores. Contudo não deve ser submetido a longas cozeduras pois tende a azedar.
Qualquer destes xaropes pode substituir um caramelo natural - por exemplo, vertendo um pouco sobre um flan, torradas com queijo e frutos secos ou filhós.

Frutose - É o açúcar natural do mel, das frutas e de alguns vegetais. Em pequenas quantidades a sua utilização é permitida aos diabéticos, mas em termos de doçaria não pode ser utilizado em todas as receitas. O problema deste edulcorante é que se recorre a meios químicos para a sua extracção; assim, apenas o usamos ocasionalmente nas nossas sobremesas e para polvilhar bolos, em substituição do açúcar de pasteleiro.

Mel - Trata-se do adoçante mais antigo do mundo e é considerado um alimento com interessantes propriedades terapêuticas: é rico em enzimas com qualidades antibióticas, anti-sépticas e tonificantes. É produzido pelas abelhas, cuja actividade transforma o néctar das flores na substância a que chamamos "mel". Há vários tipos de mel e este alimento pode ser uma excelente escolha, sempre e quando tiver sido extraído a frio (por raspagem e escorrimento instantâneo) e filtrado a uma temperatura não superior a 40.ºC., uma vez que o calor altera as suas propriedades. Por vezes, encontra-se mel à venda ainda agarrado a pedaços do favo.
As diferenças em cor e sabor do mel dependem das flores de que provém, da estação do ano, das plantas... O mel de lavanda ou de alecrim, por exemplo, é cremoso, denso e de sabor marcado; ao invés, o mel de flores de laranjeira, limoeiro e cidreira, bem como o de flores de acácia e tília, entre outras, é claro, líquido e de sabor mais suave.
Se desejarmos perfumar o mel, podemos acrescentar-lhe algumas gotas de uma essência como lavanda, bergamota, limão, rosas...
(Nota minha, não consta no livro: um mel de boa qualidade cristaliza com temperaturas abaixo dos 25º.C.)

Concentrados de frutas - Provêm exclusivamente de sumos de frutas concentrados, por exemplo, da maçã e da pêra. Têm a consistência de um xarope espesso. Ao contrário de outros edulcorantes, não são excessivamente doces, sendo o seu sabor mais acidulado. Esta característica torna-os ideais para receitas com frutas, pois realçam o sabor doce sem exagerar.
Em certos locais é possível obter concentrados mais doces, como o de tâmaras, por exemplo.

Puré de frutos secos - As ameixas, as tâmaras, os figos ou os alperces secos podem constituir excelentes adoçantes naturais, não para substituir o açúcar na preparação de sobremesas - caso em que seria necessário equilibrar o peso dos ingredientes - mas para espalhar sobre uma base de tarte já cozida, colocando depois por cima a fruta fresca, fazer cobertura de bolos ou o recheio de rolos ou ainda acompanhar crepes. A grande vantagem é que, se não os conseguirmos encontrar à venda, podemos sempre prepará-los em casa: basta cozer a fruta e triturá-la até se obter um puré.

Dica
Aromatizar açúcar integral:
A baunilha, a canela, o gengibre, o cravo-da índia e o cardamomo são excelentes para perfumar o açúcar integral com o qual se polvilha bolos, tartes de frutas, compotas... Para isso mistura-se uma colher de chá da especiaria em pó por cada cinco ou seis colheres de açúcar integral e conserva-se num frasco bem fechado e etiquetado.
Outra alternativa é aproveitar uma vagem de baunilha vazia, cujo conteúdo utilizámos numa receita anterior. Deixar secar, triturar até obter um pó e misturar com o açúcar."
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DanSan
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« Responder #8 em: Outubro 26, 2011, 23:17:33 pm »

Passo agora a uma descrição das várias farinhas usadas. Toda a informação consta no "Grande Livro das Sobremesas Saudáveis" de Adriana Ortemberg e Becky Lawton (fotografia):

"O normal, na doçaria natural, é utilizar farinha de trigo integral em vez de farinha branca, em quase todas as receitas. No entanto, nas nossas sobremesas alternamos esta farinha com outras, em particular com a farinha de arroz integral, uma vez que isto permite receitas mais leves e de digestão mais fácil.
Para além disso, nos bolos, tortas e bases de tarte, que são massas de pouca elasticidade, utilizam-se farinhas de baixo conteúdo proteico (pouco ricas em glúten), o que dá a possibilidade de experimentar com outras variedades de farinha.
As farinhas ricas em glúten, em particular as de trigo, centeio e cevada, são mais aconselháveis para massas levedadas (como a de pão).
A seguir são especificadas algumas particularidades em relação às farinhas disponíveis no mercado.

Farinha de trigo integral - Ao comprar esta farinha devemo-nos certificar que se trata realmente de farinha de trigo integral, pois há farinhas comercializadas sob esta designação que não são mais do que farinhas brancas às quais de misturou farelo. É também importante procurarmos uma moagem fina, para que as nossas receitas (sobretudo de bolos) não fiquem muito pesadas. Não sendo isso possível, podemos misturar partes iguais de farinha integral e farinha branca (de cultivo biológico).

Farinha de arroz integral - Em determinadas receitas não se pode utilizar apenas farinha de arroz, uma vez que esta não contém glúten, e que, por exemplo, impediria que as massas ligassem. Esta farinha revela-se, contudo, muito útil em preparações semilíquidas, como os cremes de pasteleiro, os doces tipo leite-creme ou algumas receitas de forno, como os clafoutis. Nas receitas de bolos ou pudins podemos substituir um quarto de farinha de trigo por farinha de arroz.

Farinhas de kamut ou espelta - Há pessoas sensíveis ao trigo, que apresentam alergias ou problemas de digestão lenta. Nestes casos podemos utilizar estas farinhas, que provêm de variedades de trigo menos alergénicas, de fácil digestão, bem toleradas pelas pessoas que não consomem glúten e que, para além disso, são muito ricas em proteínas.
A outra alternativa para as pessoas com estes problemas é recorrer a farinhas especiais, preparadas sem glúten.

Farinha de trigo-mouro ou trigo-negro (também conhecido como trigo mourisco e trigo sarraceno) - É muito adequada para certas receitas como os crepes e alguns bolos e tortas. Embora se chame à planta de que provém "trigo", não contém glúten. Com efeito, o trigo-mouro não é sequer um cereal mas uma poligonácea.

Farinhas de centeio e cevada - São duras, razão pela qual não são utilizadas em pastelaria mas apenas para pães rústicos.

Farinha de soja - Em certas receitas pode ser utilizada para substituir pequenas quantidades de outras farinhas (mas nunca a totalidade pois não contém glúten). Em termos de percentagem, o ideal é substituir um quarto de farinha de trigo integral por farinha de soja. Esta farinha pode ser utilizada para filhós, massas de panquecas e crepes, bem como para sobremesas cozinhadas no forno. Contém uma percentagem de gordura mais elevada do que a farinha de trigo.

Farinha de milho - Não deve ser confundida com a maisena que é o amido deste cereal; a farinha, pelo contrário, obtém-se moendo o grão inteiro. É útil para tornar a massa dos bolos mais fofa e para aligeirar a massa da cobertura dos doces fritos. Devemos utilizá-la nas nossas receitas em substituição de um terço da farinha de trigo (esta farinha não contém glúten).

Farinha de aveia - Pode ser utilizada em bolos e pudins, com farinha de trigo em partes iguais.

Recomendação: As farinhas devem ser guardadas num sítio fresco e protegido da luz, de preferência no frigorífico, uma vez que se deterioram com muita facilidade."
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carmelina
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« Responder #9 em: Novembro 03, 2011, 21:56:51 pm »


DanSan
Obrigada pela partilha, é claro que estou a adorar!!!
Mas que trabalheira para si!!!
Muito obrigada.
 Kiss
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« Responder #10 em: Novembro 03, 2011, 22:45:57 pm »

Não dá trabalheira nenhuma! Estou desempregada!  Grin  Undecided
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carmelina
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« Responder #11 em: Novembro 04, 2011, 19:11:51 pm »


Estar desempregada é que é pior...espero que supere essa situação rápidamente!
A minha filha mais nova foi viver para Lisboa com o namorado. Ambos saem tardíssimo dos empregos e a minha filha tem ainda o problema dos bancos e como é novata os médicos mais velhos deixaram de fazê-los, porque lhes reduziram drásticamente o que recebiam, como os mais novos ganham a 2€, são estes que ficam isto é são obrigados a ficar! Claro que gostava de arranjar uma pessoa que lhe fosse lá a casa, mas já desistiu, só encontra a 8.30€, com subsídio férias e Natal Huh Já lhe reduziram o vencimento 20%... É impossível eles conseguirem pagar todas as despesas... Eu lavo e passo a ferro uma semana e a mãe do namorado outra e assim vão tentando sobreviver. Ainda por cima hoje vai ele saber se foi aceite na firma onde estava a estagiar... vamos lá ver. Anda tudo assim por todo o lado.
Sinto uma grande tristeza ter vivido em crise todos estes anos para dar um curso superior às minhas filhas e chegarmos a um ponto em que eu acho que ainda vão viver pior do eu vivi. Já não falando da mais velha que é licenciada e ganha tanto como uma pessoa num emprego normal... enfim tristezas para os pais desta juventude à rasca que estão a pagar por todas as pessoas sem escrúpulos que tem passado pelogoverno  nosso país!
 Angry
carmelina
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« Responder #12 em: Novembro 05, 2011, 01:49:24 am »

É verdade carmelina. Desejo imensa sorte para a tua filha e o seu namorado.
Eu, para acrescentar ao desemprego, tenho ataques de pânico mas já estou a trabalhar nisso e acho que estou a melhorar bastante Smiley entretanto a licenciatura que tenho também não me serve, nem nunca serviu para nada. O curso profissional de técnica de unhas de gel também de nada me serviu até hoje (valha-lhe a minha paixão por unhas, manicures e afins)... desde 2007 (quando terminei a licenciatura) até hoje já trabalhei em 8 coisas diferentes em que fui explorada, fui tratada como se fosse de inteligência inferior (pois tive de tirar do curriculo que era licenciada, caso contrário não me empregavam) e aguentei as facadas de todas as vezes. Infelizmente sou uma pessoa muito revoltada de modos que não gosto que me façam estúpida. Nunca me renovaram contratos por isso mesmo. Depois de sair do meu último emprego (há um ano) decidi que seria um pouco mais selecta no envio dos curriculos, mas isso só me levou a situações de tirar um santo do sério como deslocar-me a Lisboa para entrevistas apenas para me dizerem na cara que eu não me adequava ao perfil de candidato que eles procuravam. Conclusão.... vou entregar mais curriculos aos fóruns e lojinhas porque o dinheiro faz-me falta, aos meus pais também (mesmo a receber o ordenado mínimo sempre conseguia ajudar os meus pais nalguma coisita) e quero começar a fazer vida com o meu companheiro e não há meio!
Felizmente ele está no bom caminho de se tornar efectivo mas nada é certo. E eu não sou pessoa que se contente com estar desempregada e a ser sustentada pelos que mais amo. Aliás, não andei a fritar os miolos na faculdade para nada, certo?
Queria muito tirar um curso... outro curso qualquer, tenho imensos gostos por isso um curso que goste encontraria depressa, mas não tenho dinheiro para pagá-lo e não tenho lata para pedir aos meus pais para mo pagarem pois as coisas aqui em casa também não são abastadas.
De qualquer modo... acho tudo isto irónico tendo em conta o tópico em que deixámos estes desabafos pois a cozinha biológia e saudável é só para quem tem dinheiro Tongue
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« Responder #13 em: Novembro 06, 2011, 00:42:42 am »

DanSan, obrigada pelas dicas e de facto imenso trabalho na transcrição!! =) Há muitos detalhes que desconhecia... é óptimo poder ter um conhecimento mais aprofundado sobre as coisas =) já perdi anos de vida na busca de hábitos excessivamente saudáveis; agora prefiro fazer somente o que sabe melhor =) eheheheh mas tenho de ter cuidado, porque o meu trabalho é demasiado sedentário... =/ e os anos não param de passar e não perdoam eheheh =p

Quanto à tua luta, não desistas!! Nunca desistas! Claro que nada é fácil actualmente e pior ficará, mas vamos cair tanto que daí em diante só pode tudo melhorar, é nisso que acredito! E as licenciaturas ainda servirão para algo algum dia Wink olha o meu caso: licenciatura em Sociologia! Não serve para nada!!! Espero que um dia sirva! lolol até lá, olha, trabalho completamente deslocada da área... mas paga as contas, mt devagarinho, mas paga =/

Oxalá tenhamos uma velhice melhor e a crise não dure a vida toda!!

E oxalá tenhamos sempre papinha boa e vontade de fazer coisas apetitosas e uma família unida à mesa!! =)

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DanSan
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« Responder #14 em: Novembro 06, 2011, 23:50:46 pm »

Obrigado crazy_dog! Achei estas informações dignas de partilha pois não são exageradas e podem ser facilmente integradas no nosso dia a dia. E, apesar de as sobremesas (depois deixarei algumas, obviamente) serem menos gordas, existem algumas que levam ingredientes bastante gordos... mas creio que a intenção principal deste livro é tornar as sobremesas mais saudáveis e não irradicar tudo o que existe. Deixa conselhos claro está, mas não nos diz para para completamente com certas coisas.

Realmente, situações do caraças, mas lá está, isto está tão mau que a partir de certa altura já só pode melhorar Tongue também acredito que sim mas também acredito que parte de nós um pouco, não é? Nunca desistir é mesmo isso!
União, paz e paparoca é o que não pode faltar Wink
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